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Ansiedade: o sintoma do "demais" | Psicoterapia e equilíbrio emocional

  • 27 de jun. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 9 de jan.


Todas nós já experimentamos momentos de ansiedade: a expectativa aumentada por uma viagem, o medo antes de uma conversa difícil, o aperto no peito ao receber uma mensagem da(o) chefe fora do horário. Mas o que acontece quando a ansiedade não vai embora? Quando ela permanece mesmo depois da conversa, surge a cada vibração do celular ou aparece silenciosamente, até nos momentos em que tudo parece estar calmo?


Tempestade de ansiedade

Quando a presença da ansiedade é constante demais, intensa demais, é preciso cuidar do “demais”. E não é fácil, porque a sociedade cobra demais: trabalhe mais, produza mais, seja uma mãe perfeita, siga as rotinas inatingíveis das blogueiras. O mundo externo exige cada vez mais - e seu mundo interno sofre. É preciso encontrar um equilíbrio.



Como sei se preciso de terapia por causa da ansiedade?


A resposta começa dentro de você - no que sua mente e seu corpo estão tentando dizer. Por isso, te convido a refletir:


  • A ansiedade faz você sofrer, te deixando sempre no limite, como se você estivesse carregando mais do que consegue?


  • Ela interfere na sua vida social, familiar ou profissional, fazendo você evitar situações, se sentir culpada ou sobrecarregada?


  • Seu corpo reage de forma intensa - falta de ar, coração acelerado, tremores, sudorese, dores de cabeça - e você não consegue entender por quê?


Se alguma dessas perguntas reflete sua experiência, é um sinal de que algo precisa de cuidado - e a psicoterapia é um tratamento que pode ajudar.



O que fez com que eu ficasse assim?


Essa é a pergunta que procuraremos responder juntas, olhando para a sua história de vida e o contexto social que a cerca


Pessoas muito ansiosas costumam ser perfeccionistas, têm dificuldade em lidar com erros e sentem grande desconforto diante dos próprios limites - como se precisassem controlar tudo ao redor para se sentirem seguras.


Se, por exemplo, você tem muito medo de viajar e imagina que vai querer voltar logo ao chegar, que não vai aproveitar ou que pode até preferir ficar na cama, talvez seja importante reconhecer esse limite. Pode ser que, neste momento, não viajar seja uma escolha mais cuidadosa com você mesma, até que se sinta mais fortalecida.


Para além das questões individuais, também precisamos considerar o peso do que a sociedade espera das mulheres: sermos multitarefas, sempre disponíveis, tranquilas, bonitas, competentes, cuidadoras. Essa exigência constante é exaustiva - e frequentemente produtora de ansiedade e culpa: culpa por não atender expectativas, culpa por descansar, culpa por não dar conta de tudo.


A ansiedade muitas vezes é um sinal de que algo dentro de você está pedindo atenção. Mesmo quando existe um desejo sincero de viajar ou fazer algo novo, talvez o que o seu corpo e a sua mente precisem agora seja pausa. Forçar-se a seguir adiante pode resultar em sofrimento e impedir que você aproveite o que deveria ser prazeroso. Às vezes, é preciso sustentar a culpa de descansar - e descansar mesmo assim. Caso contrário, o corpo encontra outras maneiras de pedir socorro.


Nosso objetivo, no processo terapêutico, será fortalecer você para que, no seu tempo, viajar seja possível, dizer “não” às expectativas sociais seja libertador, e novos movimentos possam acontecer sem sofrimento. Antes disso, trabalharemos juntas a aceitação do que ainda não dá para mudar, até encontrarmos um ponto de equilíbrio.


Se alguma dessas reflexões fez sentido para você, entre em contato. Será um prazer ajudar.






 
 
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